quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Pouca margem

Alta de custos e problemas causados pelo excesso de chuva criaram uma equação complicada para os produtores de leite no Estado. Eles devem fechar 2015 com lucratividade entre 15% e 20% menor, segundo a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag-RS).
O primeiro reflexo é o freio de mão puxado na hora de administrar os gastos, em primeiro momento,o produtor para de investir.Isso é ruim, porque a agricultura familiar precisa investir para aumentar a produtividade.
A umidade elevada impactou nas pastagens e também na produtividade do milho, ingredientes que compõem a alimentação dos animais. A Conseleite, que é formado por representantes das indústrias e dos produtores, apontou que, corrigido pelo valor do IPCA, o preço de referência do litro de leite será 8,5% menor neste ano, na comparação com o ano passado.
Não houve reposição na mesma elevação de inflação, mas é importante lembrar que esse valor é referência, não quer dizer que seja praticado. Há indústrias que pagam mais.


terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Apresentação

A nova Diretoria da Farsul, após reunião de ontem dia 11, almoçaram com os funcionários do Sistema, Senar, Casa Rural e Farsul, onde foi feito uma auto apresentação de cada um dos diretores. Foi o  primeiro dia de trabalho dos funcionários, após as férias coletivas.




Diretoria Farsul

Reuniram-se pela primeira vez, ontem dia 11, a nova diretoria da Farsul, para o próximo triênio com grande programação pela frente, tal como: CAR (Cadastro Ambiental Rural, problemas com Bioma Pampa, Seguro de Safras, Agrotóxicos (uso incorreto do produto), entre outros.




sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Ao Produtor de Arroz

Apesar dos estragos comprovados do tempo  nas lavouras de arroz a produção está neste momento encolhendo 15%, só no fim do ciclo será possível ter a real dimensão do prejuízos. É por isso que nenhuma grande resolução do governo federal quanto ás reivindicações dos produtores,  preocupados  em manter as contas em dia, será tomada antes de fevereiro, inicio da colheita.
Por ora, o comprometimento do secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, André Nassar, que conversou ontem com os produtores do Uruguaiana e Santa Maria, é com a liberação de recursos para comercialização  e com a garantia de dinheiro para o pré custeio,  o que não ocorreu no ano passado. A Federaarroz-RS batalhará por 1 bilhão para mecanismos com o Financiamento para a Estocagem de Produtos Agropecuários Integrantes da Politica Geral de Preços Mínimos. O valor a ser colocado a disposição, no entanto, não está definido, a partir de fevereiro, estarão liberando esse dinheiro com o objetivo de manutenção dos preços.
Reunião deverá ser agendada também para o próximo  mês, e o Irga, vai fazer o levantamento atual de perdas. Na região, 145 mil hectares plantados, 15 mil foram perdidos -diz  Francisco Lineu Schardong, da Comissão de Arroz da Farsul.
Certamente, o peso do Estado que responde por mais de 60% da produção nacional, uma quebra de safra reduz a oferta e pode  elevar os preços. A fatura dos altos custos da produção já está indo parar no endereço do produtor.  


quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

PIB da agropecuária no RS teve crescimento

Dados divulgados, na coletiva de balanço do ano da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), confirma a agropecuária como o único setor da economia do Estado a registrar desempenho positivo em 2015.
A agropecuária foi o único setor no Brasil que fechou em alta em 2015, o produtor fez sua parte, os investimentos em tecnologia permitiram nos posicionarmos bem em um ano de crise, afirma o presidente do Sistema Farsul, Carlos Rivaci Sperotto.
No entanto, fatores climáticos indicam que o setor não conseguirá contribuir de positiva com o resultado do PIB do RS em 2016 e, assim como outros setores da economia, registrará queda.
Para 2016, a expectativa para o País se mantém negativa. O PIB do RS deverá cair 2,8% e o do Brasil, 2,6%. O setor de serviços deverá encolher em 2,67%, reflexo da queda da atividade econômica e do consumo das famílias, que estão sofrendo com uma inflação acima de 10%, fato que não ocorria desde 2002, impactando, ainda, na confiança no País. O mesmo sentimento é compartilhado pelos empresários, que não sentem segurança para investir. "É importante observar que a crise de 2015 não começou em 2015.
A economia está em trajetória decrescente desde 2011 e em 2014 já fechou próximo de zero", afirma o economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz.
 

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Alternativas para garantir o arroz gaúcho á mesa

O mercado externo terá um papel ainda mais importante na equação das vendas do arroz produzido no Rio Grande do Sul. Dentro de casa, o escoamento enfrenta concorrência considerada desigual devido a guerra fiscal.
Essencialmente comprador _ a produção é ínfima -, São Paulo isentou a alíquota do ICMS ou seja  no momento da entrada do produto nesse destino, o imposto é zero.
O problema do arroz do Rio Grande do Sul é que na sua origem ( ou seja, na saída é cobrado a tarifa de 7,7% - paga pela indústria que vende.
O complicador está no fato de o cereal importado não pagar nem na origem, nem no destino. Na prática, isso quer dizer que ficou mais barato para os paulista comprar o produto paraguaio, por exemplo, do que o gaúcho. A fórmula se repete em Minas Gerais, que reduziu pela metade o percentual comprador do Rio Grande do Sul.
- A guerra fiscal está tributado o produto brasileiro - avalia Henrique Dornelles, presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Estado (Federarroz).
Embora o volume vendido pelo Paraguai não seja significativo, é o efeito de mercado que preocupa.Tanto que o assunto estará á mesa de audiência pública do Senado no dia 19 do próximo mês, durante a 26º Abertura Oficial da Colheita do Arroz, em Alegrete.
A sugestão da Federarroz é que se trabalhe com a regulação ou isonimia de ICMS para itens da cesta básica.  

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Vergonha e Tristeza


 
Senador Paulo Paim,

Senhor

O senhor concedeu à entrevista revista Veja nº 2.456 semana passada sob o título Vergonha e tristeza. 
“É triste ver que o sonho acabou. Ver onde chegamos. Infelizmente, o PT hoje é um partido como todos os outros que sempre criticamos”.

O senhor já começa a afirmar bobagens com esta frase, pois dentre as trinta e tantas agremiações criminosas que no Brasil se denominam partidos políticos, o PT é a pior e a mais perigosa de todas como já está sobejamente comprovado ao longo dos últimos treze anos. Os crimes praticados pelo PT vai da corrupção mais escabrosa à eliminação física dos próprios companheiros que lhe contrariem a vontade. Ou foi Deus quem matou Celso Daniel e Toninho do PT?

O senhor levou trinta anos para perceber que o PT só lhe trouxe vergonha e tristeza. Tal afirmação me dá o direito de lhe dizer que o senhor é um retardado mental, pois eu percebi que o PT só iria trazer vergonha e tristeza aos seus igualmente retardados eleitores no dia da sua fundação.

Percebi que o PT era nada mais que uma quadrilha que ao longo do tempo e caso lhe dessem a chance, se especializaria  enganar trouxas com mentiras grosseiras e promessas vazias e, sobretudo, meter as mãos sujas no dinheiro público, como está mais que comprovado desde as investigações que culminou no processo do mensalão que enviou para a cadeia, embora de forma tão leniente, figurões do PT como José Genoíno, José Dirceu, Delúbio Soares e outros que o senhor tão bem conhece. Na verdade, o PT nunca teve um projeto de governo pela simples razão de que não tem competência  para formular um. Seu projeto sempre foi o do poder absoluto e totalitário seguindo a cartilha do Foro de São Paulo, que o s enhor deve saber o que é.

O grande problema do Brasil, senador, é que a maioria de sua população que porta títulos eleitorais é composta de retardados mentais ao ponto de levar ao mais alto cargo da nação um indivíduo semianalfabeto e despreparado como Luís Inácio da Silva e, apesar do péssimo governo que fez ao longo de dois mandatos, eleger e reeleger para seu lugar essa coisa inútil a quem eu não confiaria sequer a administração de um boteco de beira de estrada. Quem não é um retardado mental sabia perfeitamente que tinha que dar nisso que ai está, pois posso lhe afiançar que nenhum eleitor brasileiro com o mínimo senso de decência e mediana cultura jamais votou nos candidatos dessa quadrilha que rebaixou o Brasil à condiçã o de pária no conserto das nações do planeta. 
Contudo, eu acredito que é um espertalhão que percebeu que o seu partido a partir de agora talvez não consiga eleger nem síndico de condomínio quanto mais um senador da república, e por isto vai se bandear para uma outra agremiação onde tenha a chance de continuar nessa sinecura chamada Senado Federal. Afinal, o salário somado às mordomias e imorais privilégios da função não são nada desprezíveis. Minha curiosidade é saber se o senhor vai para o PSTU, PC do B ou para o Solidariedade, agremiações compostas por comunistas subdesenvolvidos para onde costumam ir os trânsfugas do PT. Afinal, como o senhor é bastan te esperto, sabe que a maioria dos eleitores do seu estado, o Rio Grande do Sul, adora eleger comunistas, mesmo que estes tenham transformado um dos mais promissores estados brasileiros numa massa falida que não consegue nem mais pagar aos seus servidores em dia. Talvez o senhor esteja pensando em fazer uma dobradinha com Luciana Genro a fim de disputar as próximas eleições para governador, tendo ela como vice. Dada a qualidade da maioria do eleitorado do seu estado, têm todas as chances.

O senhor alega em sua catilinária nas páginas amarelas de Veja que sempre lutou pelo social, em favor dos trabalhadores, dos aposentados, dos negros e etc. e tal. É muito fácil apresentar projetos de leis que beneficiem quaisquer categorias a serem custeados com o dinheiro do contribuinte sem ter o cuidado de verificar de onde sairão os recursos. Veja o caso por exemplo de sua defesa dos aposentados. O senhor sempre batalhou pela derrubada do chamado fator previdenciário que reduziu e manteve em níveis subhumanos a aposentadoria do trabalhadores de segunda classe, ou seja, os aposentados da iniciativa priv ada que hoje estão quase a pedir esmolas para sobreviver. Muito nobre a sua defesa, não fosse uma defesa enganosa, oportunista e demagógica. O senhor sabe perfeitamente que o sistema previdenciário brasileiro divide os trabalhadores em duas classes, os de primeira classe, ou seja, os aposentados do serviço público, e os de segunda classe, ou seja, os da iniciativa privada. O senhor sem dúvida conhece os números que envolvem as aposentadorias dos dois sistemas e sabe perfeitamente que o déficit maior é provocado pelas aposentadorias dos servidores públicos, embora estes sejam em número bem menor do que os da iniciativa privada. A proporção é de mais ou menos 25 para 75 na divisão do bolo, além do que os cidadãos de primeira classe gozam de privilégios inimagináveis para os de segunda, como a estabilidade no emprego – não impo rtando o quão ineficientes sejam – bem como aposentadoria integral e outras benesses. Mas o senhor nunca enxergou essa aberração e muito menos lutou para acabar com ela.
Na verdade, senador, o senhor nunca lutou por classe nenhuma, o senhor sempre comprou seus votos enganando-os com seus projetos inviáveis todos de cunho socialista, ou seja, bancados pelo dinheiro dos outros. Foi justamente essa política suicida adotada pelos governos Lula e Dilma que levou o país à situação de bancarrota em que se encontra agora. Apesar dos exemplos pelo mundo afora, vocês comunistas nunca entenderam que o socialismo “só dura enquanto dura o dinheiro dos outros”, como bem disse Margareth Thatcher. Acontece que no Brasil o dinheiro dos outros também acabou e o governo que o senhor sempre sustentou está ai a cair de podre.

Ora, se o senhor estivesse lutando por justiça no sistema previdenciário brasileiro, que em verdade é uma aberração imoral e desumana, sua luta teria sido outra em favor de uma reforma geral do sistema que o tornasse justo, igualando a todos, e auto sustentável, sem precisar ser custeado pelos impostos dos contribuintes como é hoje, representando uma enorme carga para o tesouro. Não, isto dá trabalho e exige muita imaginação, por isto o senhor prefere o caminho mais curto, enganoso e demagógico de melhorar a situação dos cidadãos de segunda classe sem mexer nos privilégios imorais dos de primeira classe. Fácil assim.

No que se refere às propaladas conquistas sociais dos governos petistas, eu lhe pediria que me apontasse uma só, apenas uma e não mais que uma que realmente possa ser considerada uma conquista social verdadeira e duradoura, pois eu não conheço nenhuma. Tudo aquilo que os petistas consideram conquistas sociais nada mais representam do que enganações como por exemplo a afirmação de que os governos petistas retiraram da pobreza 25 milhões de brasileiros. Isto é a maior mentira que eu já ouvi, porque o Brasil continua sendo tão ou mais pobre e miserável quanto antes dos governos petistas. Se estão se referindo ao bolsa família, que mantém vivos porém na miséria doze milhões de famílias, estão supondo que todo brasilei ro é um idiota e imbecil. A verdade é que os únicos brasileiros que melhoraram de vida ao longo dos governos petistas foram seus próprios militantes e apaniguados através de diversos esquemas de mútuo beneficiamento, como o aparelhamento do estado com mais de vinte e cinco mil cargos de confiança, as benesses concedidas aos amigos através do BNDES que nunca produziram nada em benefício do país (conhece Eike Batista e José Carlos Bumlai, dentre outros?), bem como do esquema de corrupção envolvendo as empreiteiras de obras públicas que levou o presidente da principal delas, a Norberto Odebrecht, para a cadeia, indicando que o cadáver ainda respira. O que sei é que nos governos petistas nenhuma obra pública foi ou está sendo realizada sem a adoção do sistema de superfaturamento cuja finalidade é custear as milionárias campanha s do PT, enriquecer seus principais membros e amigos empreiteiros. Há até o caso da obra idealizada apenas com este fim, como a tal transposição do rio São Francisco, inútil e inócua que já consumiu mais de cinco bilhões de reais e jamais será concluída.

Senador, justiça social se promove com o desenvolvimento que gera riquezas, empregos e aumenta a arrecadação de impostos. Mas para isto é necessário primeiramente cuidar de oferecer uma educação de qualidade para formar uma boa mão de obra, ou seja, cidadãos úteis e produtivos. E os governos petistas nunca se preocuparam com isto e a prova é que o Brasil ostenta hoje um dos piores sistemas de ensino do mundo, sem falar que não existe nenhum projeto dos governos petistas visando promover o desenvolvimento gerador de riquezas, empregos e renda em nenhuma parte do país, apenas projetos, alguns de grande vulto, como a transposição do rio São Francisco, que só propicia oportunidades de desenvolvimento da corrupção. Os tais PAC nada do que Projetos de Aceleração da Corrupção.

Finalizo dando um conselhos, um ao senhor:

Ao senhor: saia do PT, como é seu desejo, e abandone a política para o bem do seu estado e do Brasil. O senhor aposentado estará prestando muito melhores serviços ao país do que na ativa.


Boa sorte para o senhor.


Otacílio M. Guimarães