segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Sem Fundoleite, futuro do IGL torna-se incerto


Ações do Instituto eram financiadas com recursos do fundo, que foram cortado sem julho deste ano
A decisão de pedir a extinção do Fundo de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Leite no Rio Grande do Sul (Fundoleite), tomada pelo Conselho Deliberativo do próprio fundo na quinta-feira, coloca em dúvida o futuro do Instituto Gaúcho do Leite (IGL). De 2014 a julho de 2016, a entidade teve como maior receita os repasses do Fundoleite, de R$ 3,9 milhões no período. No dia 30 de novembro, em assembleia, os associados do IGL discutem o planejamento de ações para 2017, mas a pauta deve incluir também o impacto do fim do Fundoleite.O presidente do IGL, Gilberto Piccinini, afirma que o instituto, se quiser sobreviver, terá que buscar novas fontes de receita. "O IGL sempre foi questionado. Parte das empresas contribuíram com ele e outras deixaram de contribuir, mas temos que respeitar as decisões", diz. Piccinini acrescenta que todos os projetos executados no âmbito do instituto visaram melhorias da cadeia produtiva. Em 2016, foi veiculada campanha publicitária para divulgar os benefícios do consumo de leite;em 2015, houve a realização de um congresso internacional, em parceria com a Embrapa Gado de Leite, de Juiz de Fora; além de cursos de capacitações no campo, indústria e setor de transporte; projeto Leite na Esco-la;e programa Ordenha Melhor.

Para o presidente da Associação dos Criadores de Gado Jersey no RS, Cláudio Martins, o fim do IGL seria um retrocesso para o Estado. "O IGL preencheu uma lacuna muito importante, que foi proteger o produtor de leite, e estava conseguindo divulgar esse contexto social e econômico importante para o PIB do Estado". O presidente da Associação Gaúcha de Laticinistas (AGL) e diretor do IGL, Ernesto Krug, acredita que, independentemente dos recursos do Fundoleite, o IGL poderá continuar ativo. "Teremos só que decidir de que tamanho queremos".

Com a extinção do Fundoleite, tema que ainda passará pela Assembleia Legislativa, na primeira quinzena de dezembro serão reativadas as reuniões da Câmara Setorial do Leite, junto à Secretaria da Agricultura. Desde o ano passado elas deixaram de ocorrer. "Achávamos que já havia muitos fóruns de discussão, então optamos por não realizar mais os encontros na câmara", diz o coordenador técnico da câmara setorial, Danilo Cavalcanti Gomes. 

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